“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
Amyr Klink

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Matera - Itália 2015

Matera tem dois distritos chamados de "Sassi" que em italiano significa pedras, neles as rochas de material calcário foram escavadas e usadas como moradias. Esse processo teve início no Período Paleolítico e Matera é o único lugar do mundo onde pessoas vivem no mesmo lugar que seus antepassados de períodos tão antigos.





Para aumentar a dramaticidade do local a rocha onde os "sassi" foram construídos formaram, pela ação dos ventos e da água, um profundo desfiladeiro por onde corre o Torrente Gravina.






Essas construções foram espontâneas e desorganizadas e formaram o "Sassi Caveoso" e o "Sassi Barisano", a diferença entre eles é que o Barisano possui fachadas mais elaboradas.

Sassi Barisano
Sassi Caveoso

























Devido a topografia e composição do terreno não foi possível a construção de aquedutos e a água da chuva era conduzida por canais interligados e armazenada em cisternas que existem até hoje.

Nessas grutas escavadas e parcialmente construídas com esse material viviam famílias e seus animais e essa população chegou a ser de 18.000 pessoas. No final do séc. XVIII o aumento da população, crises agrícolas, dificuldade no abastecimento de água e a ausência de saneamento fazendo com que o vale fosse usado como depósito de lixo e excrementos aumentou a taxa de mortalidade e o governo determinou a saída dos moradores dos "sassi" a partir de 1952. Durante 15 anos foram evacuados e abandonados e se tornaram uma cidade fantasma. A situação só começou a mudar em 1986 quando a recuperação foi financiada e o local se tornou Patrimônio da Unesco facilitando a preservação do local.

É possível chegar de carro pela rua que margeia o desfiladeiro, Via Madonna delle Virtù, onde há alguns estacionamentos que também funcionam como mirantes.



De um lado a cidade



do outro um paredão rochoso com inúmeras grutas







Até que chegamos na praça onde fica a Igreja São Pedro e São Paulo Caveoso, debruçada no penhasco.








Na foto acima aparece também a Igreja Santa Maria de Idris onde só a fachada não é rocha pura.



Depois da praça um emaranhado de antigas grutas



Aqui pode-se visitar uma delas, visita prejudicada pelo excesso de pessoas, e também uma das grutas usadas como igreja, são muitas.








Aqui também há indicações dos locais de filmagem de "A paixão de Cristo", a cidade já foi palco de mais de 40 filmes. Para nós foi muito emocionante pois a cidade é a Jerusalém de filmes como Ben-Hur, por exemplo, lembramos muito da cidade e do vale dos leprosos.




Não chegamos a explorar o Sassi Barisano onde o destaque é a Catedral de Matera.




Até tentamos pois há um belvedere mas as ruas estavam lotadas e fomos para o castelo, sim...na cidade também existe um castelo. O castelo aragonês é do séc. XV e não está na região dos sassi mas sim na parte mais moderna da cidade, no alto de uma colina. Não está aberto a visitação.



Contornamos a cidade moderna e fomos para o outro lado do desfiladeiro, daqui as vistas de Matera são maravilhosas.





Na foto abaixo vemos o castelo, abaixo a Igreja de San Francesco ( ele visitou a cidade), Matera moderna e os "sassi".



Duomo e Sassi Barisano



Desfiladeiro



Matera é simplesmente imperdível, única..




















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