“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
Amyr Klink

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Metéora, Grécia - Grécia e Romênia 2018

Saímos de Milos e em menos de uma hora estávamos em Atenas onde pegamos mais um carro para explorar o continente. Nossa primeira parada foi em Metéora mas no caminho passamos por Termópilas, local da famosa batalha entre Esparta e Pérsia, tema do filme 300, lembrada por um grande monumento.

Leônidas
Mesmo antes de chegarmos em Metéora já avistamos as enormes rochas.


A história do lugar começa em 985 quando o ermita Barnabé usou uma gruta como refúgio, a ideia era estar mais perto do criador. Em 1.382 o monge Atanásio fundou o primeiro mosteiro, o Grande Metéoro, a seguir vieram mais 23 mas no séc. XIX quase todos estavam em ruínas.

Predominam no local altas torres de arenito, ou Metéora, que significa rocha suspensa. Os eremitas tinham acesso a rocha por cordas e escadas e tanto pessoas quanto suprimentos chegavam por uma cesta colocada em uma corda. Hoje escadas e pontes facilitam o acesso dos 6 monastérios que sobraram, dos quais 4 ainda são ocupados por monges e há uma estrada que passa por todos eles com vários mirantes.

Ficamos num hotel típico bem no início da estrada e do nosso quarto víamos as grandes torres.


Achei que a cidade mais próxima, Kalabaka, não possuía muitos atrativos e por isso escolhemos um hotel que diz ter "a melhor vista de Metéora", mas as torres são vistas de todos os lados e Kalabaka tem um ambiente muito agradável; sorte  que era pertinho. Restaurantes muito floridos são encontrados tanto na cidade como na estrada até o hotel, tudo bonito e bem cuidado.





Chegamos no meio da tarde e rodamos a estrada inteira só para admirar o cenário, a estrada estava bem tranquila, poucos carros. No dia seguinte fomos pela manhã para explorar melhor, estrada lotada, muitos ônibus com turistas, filas para entrar nos monastérios. Por fim, nesse mesmo dia, fomos no horário do pôr do sol, muitas pessoas mas ainda tranquilo, lotado nos mirantes. Quem quiser visitar os monastérios precisa ficar atento quanto aos horários (costumam fechar cedo) e dias que estão abertos.

Abaixo o mapa com a duas vilas, Kalambaka e Kastraki (onde estava o nosso hotel), e a distribuição dos monastérios.


Saindo do hotel, logo no início da estrada, avista-se o Monastério de São Nicolau de Anapausas do séc. XIV. Por ser o primeiro a ser visitado teria sido acrescentado o nome Anapausas que significa "descanso". Por estar numa torre mais baixa é avistado de muitos lugares da estrada e de outros monastérios.





A seguir está o Monastério de Varlaam, também do séc. XIV é o segundo maior monastério.





Pode ser visto  melhor de uma rocha um pouco antes da sua entrada.



escada de acesso
Na foto abaixo vê-se o Varlaam e o Grande Metéoro um pouco mais acima.


A entrada é protegida por uma grande rocha, depois há uma ponte e finalmente as escadas de acesso.




Daqui avista-se novamente o de São Nicolau.




O mais alto, mais antigo e maior é o Grande Metéoro. Na foto, à direita, podemos ver cordas que servem para transportar suprimentos.



Daqui avistam-se os outros dois e um cenário impressionante.



Retornamos pela mesma estrada e fomos no outro sentido para ver o Monastério Roussanou que foi bem danificado durante a Segunda Guerra Mundial, também está numa posição mais baixa.

Roussanou e ao fundo São Nicolau






Aí avista-se o Monastério da Santíssima Trindade, o de mais difícil acesso, reparem nas escadas antes do caminho que contorna o rochedo.





Do outro lado há uma via de acesso mais fácil que é usada pelos monges.



Por último o Monastério de Santo Estevão do séc. XII, o de mais fácil acesso e o que visitamos.







Em todos eles é proibido o uso de roupas curtas e/ou justas mas sempre há uma saia para se colocar sobre a nossa roupa.



Em todos eles é permitido fotografar somente os pátios, uma pena pois a pequena igreja me emocionou muito.





Daqui tem-se lindas vistas da região.



Finalmente voltamos para a estrada no final do dia para apreciar mais um espetáculo da natureza.














Mais fotos deste lugar místico, único e impressionante.











































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