“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
Amyr Klink

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Heidelberg, Alemanha - Milão Paris 2008


  • Heidelberg: chegamos no meio da tarde e não encontrávamos hotel, fomos então a uma central de turismo que encontrou um hotel de localização bem central, próximo a Alte Brucke, ponte mais famosa da cidade. Ao chegarmos lá descobrimos que a dona é brasileira, gaúcha que reside na Alemanha há um bom tempo e montou este lindo hotel, muito central com vista para os locais mais interessantes da cidade, Hotel Villa Marstal, recomendo.... Quando decidimos deixar a viagem mais aberta, reservando somente hotéis em cidades maiores, sabíamos que nem sempre encontraríamos vagas, já havia acontecido na Suíça e aqui novamente pois pretendíamos ficar 2 dias mas só encontramos a disponibilidade de 1 dia no hotel, uma pena já que a cidade é lindíssima, conhecemos quase tudo mas não tivemos tempo de curtir a atmosfera local que era bem legal.
Hotel Villa Marstal
Além de só ficarmos um dia na cidade ainda foi um dia chuvoso e muito frio o que dificultou ainda mais mas, mesmo assim, curtimos muito esta cidade.

Heidelberg foi um centro político e cultural importante da Alemanha, aqui foi construida a primeira universidade do país. Sofreu invasão dos franceses que destruiram a cidade medieval e queimaram seu castelo, na reconstrução ganhou estilo barroco, tornou-se a "cidade do romance" pois aqui viveram figuras importantes do romantismo alemão, felizmente quase não sofreu bombardeios durante a II Guerra Mundial.

Nossa primeira parada foi na Alte Brucke, a ponte sobre o Rio Neckar construída entre 1786 e 1788 com nove arcos que foi bombardeada pelos alemães em 1945 para evitar o avanço dos aliados,  uma pena ela estar em obras. Num dos extremos da ponte fica o Bruckentor, portão da cidade do séc. XIII junto com 2 torres de fortificação construidas na mesma época que o castelo.




detalhe na ponte  que ainda apresenta escultura em bronze de um macaco e de dois ratinhos
Da ponte fomos a Marktplatz, a Praça do Mercado, que hoje abriga a Fonte de Netuno mas, antigamente, foi palco para a execução de bruxas e hereges que ali eram queimados. Na praça também está a antiga prefeitura e várias barraquinhas.
Rathaus
De fundo para a praça fica a Heiliggeistkirche, igreja que é o templo mais velho da cidade. Do outro lado encontra-se o Haus zum Ritter, única edificação em madeira ainda intacta na cidade foi construida por um rico comerciante de tecidos e hoje abriga um hotel e restaurante.

Heiliggeistkirche

Hotel Ritter

Próximo a essa área encontra-se a Alte Universitat, antiga universidade de 1386, a primeira da Alemanha e que hoje abriga um museu.
Alte Universitat

 Depois pegamos o funicular para chegar ao castelo, é possível o acesso a pé mas o castelo está construido no alto de uma montanha bem íngrime.

Fomos até a última parada, muito alto, muito frio e uma vista um tanto embaçada da cidade...

Voltamos para o funicular e paramos na entrada do castelo. Este majestoso castelo construido ao longo de 400 anos teve o final do seu esplendor após a Guerra dos Trinta Anos, na qual uma boa parte da sua estrutura ficou em ruínas.
Torturm  torre na entrada principal
Ottheinrichsbau - prédio renascentista que abriga uma farmácia do séc. XVIII


Friedrichsbau, Palácio de Frederico, uma das alas mais recentes com a estátua de Carlos, o Grande

Englischer Bau, ruínas de uma construção do séc. XVII que Frederico V ergueu para sua mulher
Pulverturm, torre de defesa do séc. XIV 
No seu interior encontra-se o maior barril de vinho do mundo, construido em 1751 tem capacidade para guardar 221 mil litros e na sua construção foram usados 130 troncos de carvalho. Consegue-se chegar ao seu topo por uma escada e ao lado encontra-se a estátua de Perkeo, bufão da corte, que estaria lá para guardá-lo.




Do castelo tem-se lindas vistas da cidade.



Há ingressos para o pátio e o barril, que foi o que fizemos, visita guiada para o interior do castelo em inglês e alemão e outro para a farmácia. Nos ingressos pode estar incluso o preço do funicular.

Há ainda o Philosophenweg, o Caminho dos Filósofos, construido em 1817 oferece lindas vistas da cidade e do castelo mas fica um pouco distante do centro.




















































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