“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
Amyr Klink

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Praça Vermelha, Moscou, Rússia - Rússia e Países Bálticos 2013


Desde o séc. VI eslavos que comercializavam entre o Oriente e a Europa, passando pelas terras do sul da Rússia e da atual Ucrânia, começaram a fundar povoações isoladas ao longo dos rios, estes foram os primeiros habitantes da Rússia. A primeira citação a Moscou deu-se em 1147 como um posto defensivo com muralhas de madeira, tornou-se capital em 1328 após Kiev e Vladimir. Em 1367 a muralha de madeira foi substituída por outra de pedra para proteger a cidade dos mongóis. Quando o príncipe Dmitry Donskoy venceu os mongóis começou a ideia de uma nação russa, no reinado de Ivan III os mongóis foram totalmente expulsos e ao casar-se com uma sobrinha do último imperador de Bizâncio, já nas mãos dos otomanos, consolidou Moscou como a última defensora da religião ortodoxa começando as construções das muralhas de tijolo do Kremlin (fortificações) em 1453. Esta Moscou medieval compreendia um conjunto de 5 catedrais protegidas pelo Kremlin e uma grande praça para o mercado, a atual Praça Vermelha, que se mantém como principais pontos turísticos da cidade.

Praça Vermelha

Esta praça com 500 metros de comprimento teve sua origem quando Ivan III mandou demolir casas existentes a frente do Kremlin para formar a Praça do Mercado. Seu nome em russo é Praça Krasnyy que significa bonita além de vermelha e nada tem a ver com a cor vermelha do comunismo e nem com as cores das suas construções. Sempre foi local de anunciações, execuções, cortejos, procissões, paradas militares no período comunista e atualmente para festejos, concertos e espetáculos.

Entramos pela Porta da Ressurreição na qual fica a Capela da Virgem Iverian, local sempre visitado pelo czar antes de sua entrada no Kremlin.

Porta da Ressurreição
Logo após passarmos pela porta encontramos a Catedral Kazan a esquerda, a Virgem Kazan teria acompanhado Dmitrriy na vitória sobre os mongóis.

Catedral Kazan
Do lado direito fica o Museu de História num edifício de 1883, a frente deste do lado contrário a praça está a estátua  de Vyacheslav Klykov, um herói da II Guerra Mundial, conhecida pelos russos por Guerra Patriótica.

Museu de História  com Porta da Ressurreição vistos da Praça Vermelha
Museu de História vista do lado de  fora da Praça Vermelha
Museu e herói da II Guerra Mundial
Os lados da praça são formados a esquerda pelo GUM e a direita pelo Kremlin tendo a frente o Mausoléu de Lenin.
GUM é um shopping com lojas de grife a preços impraticáveis, fica no lugar de um antigo mercado coberto e no governo de Stalin foi usado como prédio de escritórios.

GUM
O lado direito da praça é formado pelas torres e muralhas do Kremlin e à frente destas, no centro, está o Mausoléu de Lenin que abriga seu corpo embalsamado e atrás há outras sepulturas de pessoas famosas como Stalin, o astronauta Yuriy Gagarin, o escritor Máximo Gorky, o americano John Reed que escreveu "Os dez dias que abalaram o mundo" entre outras. O mausoléu está aberto por poucas horas pela manhã e não despertou nosso interesse.

Kremlin e Mausoléu do Lenin

Mausoléu de Lenin

sepulturas entre o Kremlin e o Mausoléu
Mas é no final da praça que se encontra o maior deslumbramento, a Catedral de S. Basílio, que não conseguíamos ver ao entrarmos na Praça pois havia um palco sendo montado para a comemoração do Dia da Consciência Eslava. O conjunto de capelas é impressionante, suas cúpulas coloridas são muito harmoniosas e encantam, foram várias e várias fotos, não houve um dia sequer que não estivemos a sua frente e sempre fotografando....é maravilhosa!!!!

Catedral de S. Basílio

Em frente a ela encontram-se duas estátuas que antes ficavam no centro da praça, são o Príncipe Dmitriy e Kuzma Minin que teriam organizado uma força de voluntários para combater os polacos que tinham invadido o Kremlin em 1612.



Esta catedral cujo nome correto é Catedral da Intercessão foi construída entre 1552 e 1561 a mando de Ivan, o Terrível,  por ocasião da retomada de Kazan dos mongóis no dia da Festa da Intercessão da Virgem, daí seu nome. Há uma torre central em cone rodeada por 4 torres com cúpulas em forma de bulbo que seriam os pontos cardeais, intercaladas por outras 4 torres menores também com cúpulas em bulbo que seriam os pontos sub-cardeais. A pequena cúpula à esquerda da foto é a Capela de S. Basílio e está construída sobre seus restos mortais. Por ser este santo muito popular e querido pelos russos a catedral acabou por ser chamada pelo seu nome. Inicialmente a igreja era branca com cúpulas douradas, padrão da igreja ortodoxa, ganhou cores vibrantes em 1670. Passou por incêndios, ampliações, reformas e restaurações, no período soviético foi cogitada sua demolição mas se tornou um museu. Hoje não é mais o centro da fé ortodoxa russa mas sim um símbolo da alma russa. Diz a lenda que Ivan após vê-la mandou cegar o arquiteto que a criara para que ele nunca mais pudesse  repetir tal beleza.

Na foto abaixo um pouco a frente da catedral está o Lobnoe Mesto, uma estrutura redonda, infelizmente na foto está cercada pelos andaimes do palco que estava sendo montado, de onde os czares e os patriotas falavam ao público.

Lobnoe Mesto
À noite o espetáculo continuava....

GUM todo iluminado
Museu de História
Praça Vermelha
Kremlin
Catedral de S. Basílio
Praça Vermelha
 Na nossa última noite na cidade houve uma comemoração na praça, vínhamos das cidades do Anel de Ouro mas pudemos acompanhar o final da festa com  apresentações de cantores e um grande coral.




Quando já pensávamos em ir embora houve um show de fogos de artifícios







Um magnífico adeus ou quem sabe um até logo....







































2 comentários:

  1. Oi Inês. Que delícia de viagem, que fotos belíssimas, que roteiro interessante. Como você acompanhou, fizemos este roteiro em setembro do ano passado. Foi muito gostoso relembrar os ótimos momentos que vivemos naquela viagem. Parabéns pelo bom gosto. Narcísio e Dirlei.

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  2. Aliás conheci o blog de vocês por causa dessa viagem, pesquisando a Lituânia.
    É um destino bonito, misterioso, carooooo e muito interessante.

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