“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
Amyr Klink

quinta-feira, 14 de março de 2019

Introdução - Egito e Marrocos 2019

Desde que assisti ao filme "Os Dez Mandamentos" na minha infância o Egito se tornou um país a ser conhecido; seu império faraônico, único no mundo, o desafio da construção das pirâmides e templos, as múmias; tudo muito diferente e inovador para uma época tão antiga, de 3.000 a.C a 30 a.C. abrangendo 30 dinastias. Mas os problemas atuais do Egito me afastavam até que em 2.011 planejamos conhecê-lo, seria em março mas em janeiro começaram as manifestações da "Primavera Árabe" e desistimos. No ano passado a ideia voltou e a calmaria política atual nos fez ter coragem e começamos o planejamento.

as famosas pirâmides
Não é um destino para ser explorado de forma independente e dentre as agências turísticas escolhemos a Memphis Tours, uma empresa egípcia estabelecida desde 1.955 que oferece roteiros tradicionais que podem ser personalizados com guias em várias línguas, inclusive em português. Pagamos antecipadamente 30% do valor total e o restante quando chegamos no país. Nosso contato sempre se fez por e-mail e com base num tour tradicional abrangendo o Cairo e o Cruzeiro pelo Nilo acabamos personalizando o nosso que ficou assim:

-chegada no Cairo e translado para o hotel escolhido
-visitar as famosas pirâmides e conhecer Memphis, a primeira capital do Egito onde foram construídas as primeiras pirâmides
-conhecer o Cairo antigo, a cidadela, o bairro copta, o Bazar Khan el Khalili e o famoso museu
-translado para o aeroporto e voo para Luxor onde fomos levados para o cruzeiro, após o check-in e almoço visita aos templos de Karnak e Luxor
-antes do navio sair de Luxor conhecemos o Vale dos Reis e os Colossos de Memnon e bem cedinho fizemos um passeio de balão opcional
-visita aos templos de Horus e Sobek
-visita à barragem de Aswan, templo de Filae e o Obelisco inacabado, neste dia fizemos um passeio opcional a uma vila Núbia
-translado para o aeroporto e voo para Abu Simbel, translado para o hotel, check-in e almoço saindo para conhecer esse magnífico templo, aproveitamos o pernoite na cidade para ver o show de luzes neste local
-translado para o aeroporto e voo para o Cairo, pernoite
-último dia somente o translado para o nosso voo internacional

Escolhemos o hotel Kempinski no Cairo, bem localizado, excelentes restaurantes; o navio foi o Movenpick Royal Lilly, excelente comida, boas acomodações, tratamento muito simpático e prestativo e o hotel em Abu Simbel foi o Seti Hotel, um resort lindo às margens do Lago Nasser mas que deixou a desejar nas refeições, estávamos mal acostumados com a comida do navio kkkk.

Tiramos o visto assim que chegamos, procedimento muito tranquilo e simples e mesmo assim fomos acompanhados por alguém da Memphis. Nos sentimos sempre muito seguros, o exército está presente em todos os sítios turísticos e há R-X na entrada dos hotéis assim como nos aeroportos mesmo antes da área do check-in. Não houve nenhuma intercorrência ou situação perigosa. A comida é bem saborosa baseada em legumes, saladas e carnes assadas.

Todos os tours foram privativos em carros com ar condicionado e guias em português, todos os guias muito simpáticos e com excelente conhecimento. Passamos em algumas lojas mas é claro que a compra é opcional mas foram lugares bem interessantes. Todos os voos internos feitos pela Egypt Air estavam inclusos e gostamos da companhia.

Do Cairo voamos para Casablanca e aqui começamos o nosso tour pelo Marrocos. É bem tranquilo conhecer o país de forma independente mas algumas histórias sobre a polícia nas estradas e estarmos vindo já de mais de 10 dias de viagem nos fez optar pelos serviços de uma agência. Escolhemos a Trilho Salama, com sede em Portugal oferece serviços com motoristas e guias em português/espanhol. Foram dez dias em uma bela van guiada por Mohamed, nosso companheiro de toda a viagem e o seu grande diferencial  com sua alegria, suas músicas e seu profissionalismo. Mais uma vez contato só por e-mail e pagamento também de 30% adiantado e o restante ao chegarmos.

Garganta de Todra e Mohamed
Também há roteiros clássicos mas personalizamos o nosso que ficou assim:

-chegada em Casablanca, encontro com Mohamed e seguimos para Asilah, pernoite
-caminho para Chefchaouen e pernoite na cidade
-a caminho de Fez conhecemos Voulubilis e Meknés, pernoite em Fez
-visitamos Fez guiados por um guia local em português
-caminho para Merzouga onde dormimos numa tenda de luxo no Deserto do Sahara passando por Ifrane, floresta de cedros e seus macacos, Vale do Zis e Barragem Hassan II
-passagem pelas gargantas de Todra e Dades dormindo em Bolmaune Dades
-a caminho de Marrakesh
-visita a Marrakesh com guia local em português
-caminho para Essaouira, pernoite aqui
-caminho para Casablanca com pernoite
-translado para o aeroporto

No Marrocos também não tivemos nenhum problema de segurança mas algumas vezes o carro foi parado pela polícia nas estradas. Os hotéis e riads foram escolhidos pela agência, a grande maioria nos agradou. A comida clássica é o tagine, cozido de legumes e carne, além do cuscuz  mas muitos lugares oferecem carnes na brasa.

Viajamos em fevereiro, inverno nos dois países, no Egito foi ótimo, friozinho para um casaco leve, sem dificuldades para explorar os templos já no Marrocos o inverno é mais intenso, quase sempre usamos casacos e no deserto o frio foi cruel. Dos 20 dias só pegamos chuva num dos últimos dias em Marrocos.

Os dois países tem maioria muçulmana mas no Marrocos há uma maior tolerância com roupas ocidentais, no Egito isso só acontece nos sítios turísticos. Quanto ao consumo de bebidas alcoólicas nos dois países não são comercializadas em restaurantes, como no Egito só comemos nos hotéis e no navio não tivemos nenhuma dificuldade já em Marrocos era difícil encontrar e chegamos a tomar um vinho cuja garrafa estava embrulhada com jornal.

Como sempre viajamos pela TAP temos facilidade em resgatar bilhetes prêmio e assim foi mais uma vez, sempre gostamos do serviço oferecido e nas últimas vezes voamos em aviões novos com a classe executiva totalmente modernizada.



Foi um excelente motivo para curtir um pouquinho de Lisboa, tanto na ida quanto na volta.




































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